Hospital José Maria Moraes, em Coronel Fabriciano, tem leitos de UTI Covid-19 e UTI Clínica interditados

Segundo a Secretaria de Saúde de MG, interdição é cautelar, está restrita a UTI e foi determinada após inconformidades.

Responsável por hospital, prefeitura afirma que foi surpreendida por visita da Vigilância Sanitária após denúncia de falta de equipamento de hemodiálise.

Os leitos de UTI Covid-19 e UTI Clínica do Hospital José Maria Moraes (HJMM), em Coronel Fabriciano (MG), foram interditados cautelarmente.

A informação foi confirmada ao G1 pela Secretaria de Estado de Saúde neste sábado (1º). De acordo com a SES, durante inspeções da Vigilância Sanitária, realizadas em junho e julho, “foram encontradas inconformidades em relação aos leitos de UTI e o hospital foi notificado a providenciar as devidas adequações.” A secretaria não informou quais as inconformidades verificadas. A SES esclareceu que a medida afeta somente os leitos de UTI, os demais atendimentos continuam sendo realizados normalmente.

O retorno das atividades da UTI depende da regularização das inconformidades encontradas.

Sobre os pacientes que estavam internados, a SES explicou que o hospital foi orientado a fazer o cadastro do laudo de transferência das pessoas que ocupavam leitos de UTI para outras unidades da referência da macrorregião, “objetivando garantir a assistência integral e universal desses pacientes”. O que diz o hospital Por meio de nota, a prefeitura de Coronel Fabriciano, responsável pelo HJMM esclareceu que: “Nesta sexta-feira, 31/07, foi surpreendida por uma visita da Vigilância Sanitária da Superintendência Regional de Saúde (SRS), informando que recebeu denúncia anônima da falta de equipamento de hemodiálise”.

Segundo a nota, a unidade de saúde tem um equipamento inscrito Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde.

“Com o aumento de casos devido a pandemia, o mesmo apresentou problemas técnicos que imediatamente foram solucionados e inclusive continua atendendo pacientes internados com Covid-19”. A prefeitura ainda declarou que, para garantir o atendimento aos pacientes, o hospital está adquirindo mais três máquinas de hemodiálise, “que se encontram em vias de entrega”. A nota explica que nesse período, os pacientes que precisam de diálise foram cadastrados no SUSfácil eu traslado deles foi feito feito em ambulância de UTI, paga pelo município.

“O município lamenta a ação da SRS, que neste momento de pandemia, pode impedir o hospital de garantir atendimento à população, e reforça que atualmente apresenta uma taxa de letalidade de 1,52%, em decorrência do coronavírus e continua trabalhando de forma responsável”, finaliza a nota. Veja mais notícias da região em G1 Vales de Minas Gerais.

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