Santista cria página para divulgar serviços de microempreendedores durante a quarentena

Serviço é feito gratuitamente e abrange diversos seguimentos, como arte, culinária e produtos em geral.

Santista criou a iniciativa para ajudar pequenos comerciantes da região Arquivo pessoal/Lila Rey Com o período de quarentena instituído por causa da pandemia do novo coronavírus, muitos comércios foram afetados em todo o país.

Pensando em minimizar os prejuízos e ajudar os microempreendedores da região, a moradora de Santos, no litoral de São Paulo, Lila Rey, de 39 anos, criou uma conta no Instagram para divulgar os mais variados serviços de entrega, de comida a arte.

Todo o trabalho é feito gratuitamente.

A ação solidária começou no último sábado (21), após a analista de custo perceber o desespero dos comerciantes da região com a nova medida adotada para o combate ao vírus.

Isso foi sentido também pela mãe de Lila, que tem um pet shop em um shopping da cidade.

“Eu não sou comerciante, mas sou filha de uma e minha mãe depende do comércio dela.

Quando anunciaram que os shoppings iam fechar, começou a correria para pegar as coisas no pet shop, para tentar trabalhar com delivery.

Com isso, comecei a pensar em maneiras de ajudar essas pessoas”, conta. Por meio da conta, ela recebe inúmeras demandas de comerciantes da região Reprodução/Instagram Quando teve a ideia de criar o perfil ‘Juntos Somos Mais Fortes 013’, no Instagram, chegou a pensar que não daria certo e que as pessoas não iam aderir ao projeto.

“Achei que ia passar vergonha.

Depois de duas horas que havia criado a conta, pensei em cancelar, mas desisti.

Na minha cabeça, era como eu podia ajudar”, relata a analista.

Em pouco tempo, ela passou a ser procurada para fazer a divulgação e, agora, conciliar a rotina de trabalho em dois empregos com a ação solidária.

Ela acorda mais cedo para responder à demandas da página e, com isso, criou uma métrica de produção: logo pela manhã, divulga os estabelecimentos que fazem os almoços e, no fim da tarde, aqueles que oferecem o jantar.

“Se os pequenos conseguirem faturar, conseguirão comprar dos grandes, que vão se manter também.

É um ciclo”. Retorno positivo Ao ser questionada se sabia quantos pedidos havia recebido em apenas cinco dias de trabalho, Lila diz que não consegue nem contar, pois são inúmeros.

Desde que criou a conta, ela já fez mais de 200 publicações.

“Eu sou CLT e tenho uma vida bem diferente.

Eu não tinha noção de quanta gente precisava disso.

Vi que tem gente que vende o almoço para comprar a janta”, conta.

“Quando eu comecei a receber o feedback positivo, fiquei super animada.

No primeiro momento achei que seria uma ideia besta, mas deu certo.

Não adianta a gente só pensar que a situação está difícil por causa desse vírus.

A gente tem que agir de alguma forma positiva em meio a isso.

Enquanto tiver dando certo, vamos em frente”, finaliza.

Categoria:SP - Santos e Região