Iata projeta queda de 40% em receita do setor aéreo no Brasil em 2020

Para a Associação Internacional de Transporte Aéreo, perda de receitas será de US$ 7,7 bilhões para as companhias e corte de empregos deve atingir 61,5 mil trabalhadores.

A Associação Internacional de Transporte Aéreo, que reúne as 300 maiores empresas aéreas do mundo, projeta uma queda de 40% na receita o setor aéreo no Brasil em 2020, em comparação com o ano passado, por causa dos efeitos da pandemia de covid-19.

Em receita, a perda estimada é de US$ 7,7 bilhões no país neste ano. O impacto do encolhimento do setor aéreo na economia brasileira chegará a ser de US$ 4,65 bilhões, considerando que o setor tem papel relevante no transporte de cargas de alto valor, como eletroeletrônicos e produtos farmacêuticos. Só na cadeia que envolve o setor aéreo, como aeroportos, área de produção e manutenção de aviões e motores, a perda estimada é de US$ 1,69 bilhão neste ano.

Ambulift no pátio do Aeroporto Internacional São Paulo - Cumbica (GRU), em Guarulhos Celso Tavares/G1 Em termos de empregos, a Iata estima uma perda de 61,5 mil postos de trabalho diretos no setor aéreo brasileiro neste ano. Em teleconferência para jornalistas, Peter Cerdá, vice-presidente regional da Iata para as Américas, disse que entre os países da região, apenas o Brasil e o México ainda mantêm a operação de voos domésticos e internacionais.

“Mas não sabemos até quando esses voos vão continuar sendo operados, porque as restrições de tráfego aumentam a cada dia e porque as empresas estão em situação econômica frágil para arcar com esses custos sem apoio governamental”, afirmou Cerdá. O executivo destacou que a crise não é uma exclusividade da região, atingindo o setor aéreo do mundo todo.

Ele observou que a alemã Lufthansa, por exemplo, reduziu sua operação em 90% neste mês por causa da crise de coronavírus, as empresas americanas reduziram suas operações em 70%, a Avianca na Colômbia parou 100% da operação. “O novo coronavírus afetou a todos os países, em diferentes níveis.

A questão agora é garantir a sobrevivência das empresas aéreas nos próximos meses para que elas existam no momento em que a economia voltar a se recuperar”, afirmou Cerdá.

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